martes, 12 de mayo de 2009

Sinto que você está muito mal. Mas de fato quem deve estar mal mesmo sou eu. Tive dois sonhos consecutivos de extrema lucidez ao acordar. Era um prelúdio à loucura de esperar o ônibus por horas, aguentar o dia e nao percebo que estou prendendo o ar este tempo todo. É agora. abandono sem deixar.

viernes, 10 de abril de 2009

Escultura que fiz :

2 de novembro de 2008


MINHAS MÃOS SÃO CHUMBO, ME INTOXICAM E PARO DE RESPIRAR, SOU IMÓVEL. EXCETO PELO BALANÇAR DO MEU CABELO LONGO E SOLTO. VENTA.

1.3 Estou dentro e o mundo parece um rumor. (RAMOS 1993: 17)


Aparentemente há mil motivos físicos para não construir as esculturas que penso, mas as penso e isto é cada vez mais importante. A sua possibilidade de existência física muitas vezes torna-se irrelevante diante da imagem criada por mim ou por outros ao ler e imaginar estas esculturas.


Este processo é constante no ato do artista contemporâneo, e possivelmente sempre foi: descrever uma obra para que outro a construísse, financiasse, cortasse, entendesse, enfim, para que de alguma forma, na colaboração, houvesse a materialização da obra.
Sempre tive especial atenção por estórias, relatos, descrição de sonhos ou reconstrução da cena mais interessante do filme por parte de uma pessoa. Percebo que existe a absorção da essência do objeto relatado por parte do relatador e é esta atitude (esta absorção) que desejo na observação das minhas obras. Entendo o ato de absorção por parte do relatador como uma interiorização que leva a pessoa à personificação. Este é o motivo principal que unifica os conceitos de escultura e performance no meu trabalho. Necessito desta atitude do público para que a comunicação aconteça. Essencialmente, todo o processo das minhas esculturas trata desta comunicação. Desde o início do meu processo tenho a percepção da obra primeiramente na construção imagética da mesma. Isto acontece nas minhas performances na hora da escolha dos materiais, local e preparação. Logo no “estar” na obra (dentro dela) e depois no relato das pessoas que observam. O estar dentro da obra, como foi o caso da escultura e performance “e como a forma”(2006), tornou evidente a efemeridade dos objetos e a potencialidade da descrição da mesma obra por inúmeros públicos, pois ao término das três horas e meia que permaneci na obra, ela volta a ser os materiais que tinha selecionado para a execução; e claro, o vestígio do corpo. Meu contato com a situação criada durante as três horas e meia foi através do som do público. Foi com estes sons que consegui construir sentido na situação específica da obra; eu era obra/performer e público do público simultaneamente. O público participa na construção de sentido, o público é performer também.



(As imagens: Registro da ação e como a forma, 2006. Vista de exposição. Pinturas de Ramon Martins no fundo.)

jueves, 9 de abril de 2009

o público e a obra

público = obra
b
r
a é o público.

Hélio Oiticica nao é cachoeira, é penetrável.